IEEI
Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais
Largo de S. Sebastião, 8
Paço do Lumiar
1600-762 Lisboa
Tel: +351 21 030 6700
Fax: +351 21 759 3983
Email: ieei@ieei.pt
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O IEEI lança uma série de conferências em que os cidadãos têm a voz para discutir o impacto que a Europa tem no seu quotidiano. Existe mesmo uma Europa dos Resultados?
No último ano, o impacto da crise económica e financeira reforçou as expectativas dos cidadãos relativamente à acção da União, sobretudo no que diz respeito à sua agenda interna. As principais preocupações dos europeus passam hoje pelas questões económicas. Segundo o Eurobarómetro 70, do Outono de 2008, a principal tendência detectada é a avaliação negativa da situação económica, com os europeus a considerarem a inflação e a economia como os principais problemas com que se defrontam (substituindo o crime e a imigração). Mais de metade dos europeus esperam um aumento do desemprego e o agravamento da situação económica.
Em paralelo, significativamente, os europeus também consideram que as decisões sobre as questões económicas devem ser tomadas em conjunto, ao nível da UE, que agora é ainda mais vista como um escudo protector em relação aos efeitos negativos da globalização.
Estas tendências aplicam-se igualmente a Portugal, com mais de 90% dos cidadãos a considerarem a situação económica má, sobretudo em termos de desemprego (95%). Os portugueses expressaram o seu desejo relativamente a um aumento da velocidade da integração europeia, o que neste contexto geral, aponta para uma percepção de que a União pode ajudar a resolver a crise, e a diminuir os seus impactos, de forma mais eficaz. Tal é corroborado pelas prioridades apontadas pelos cidadãos portugueses para a acção da União, onde em primeiro lugar estão as questões sociais
Mas que distância separa as expectativas dos cidadãos europeus da acção concreta da União?
Em Maio de 2006, a Comissão Europeia apresentou ao Conselho Europa a Comunicação Uma Agenda para os Cidadãos – Por uma Europa de Resultados, numa tentativa de demonstrar que grande parte das decisões que são tomadas a nível da União Europeia têm consequências políticas e impactos directos no quotidiano dos cidadãos.
Mas perceber a dimensão desse impacto exige que o debate seja alargado de forma a incluir os cidadãos e que se definam agendas políticas também em função do que são as suas expectativas; mas exige, ainda, que as políticas da União sejam claras e perfeitamente perceptíveis e compreensíveis para os cidadãos.

